Asas de Anjo 8

30 de junho de 2011 § Deixe um comentário

Capítulo 8

Demetrius seguia Stella, curioso. Viu quando a colega de sala foi buscá-la, viu quando almoçaram juntas e depois foram pra casa da mulher. O que ele não entendia, é por que ela ainda estava lá dentro a essa hora da noite. Aguardou do lado de fora da casa, esperando que ela saísse. Demetrius nunca foi muito intuitivo, o que é mais uma característica feminina, na opinião dele, mas especialmente nessa noite, ele sentia que algo não ia bem. Sentia que Stella poderia correr perigo a qualquer momento que fosse. Por voltas das 8 e pouquinho da noite, a porta da frente se abriu e a mulher que estava com Stella saiu. Estava elegante e arrumada. Saltos muito altos e vestido colorido. Logo atrás dela, Stella saiu e o coração de Demetrius parou por alguns segundos. Quem era aquela? Stella estava linda em uma roupa que nunca a tinha visto usando, e que claro, não fazia o seu estilo, e por isso, Demetrius não gostou. Curto demais. Onde ela estaria indo? Com quem? Por quê?

Ela saiu rindo e Demetrius se sentiu a pior pessoa do mundo por pensar que, era simplesmente tão facilmente esquecível assim para ela já estar saindo para se divertir e rindo a toa, enquanto ele a seguia perdido. Maldição!

As duas entraram no carro e Stella foi no passageiro. Demetrius as seguiu, por mais que não quisesse e estivesse preocupado com o que pudesse ver mais adiante, ele tinha o dever de protegê-la. Não queria sua vida de volta? Porque, a julgar pelas coisas que via, agora esse era o seu principal objetivo. Talvez Stella não o amasse de verdade. Não como ele. Afinal, ela ainda era humana, e humanos são habitualmente falhos.

Elas andaram por uns 30 minutos e chegaram a uma casa em uma rua principal. Uma enorme casa com um som alto e tantas pessoas que não cabiam dentro dela e estavam espalhadas pelo jardim da frente. Pararam o carro a uns metros do portão, do outro lado da rua. Demetrius, que estava em cima de um arvore, observou as duas saírem do carro.

O sangue de Demetrius começou a ferver, e sua mente começou a produzir um “piii” que parecia que o deixaria surdo. Demônios. Sim, tinha certeza que havia algum por perto. E eles eram traiçoeiros. Trocavam de corpo como se troca de roupa. Podiam ser homens, mulheres, bonitos e feios, jovens ou velhos. Poderiam ser seu melhor presente para depois, se tornar seu pior pesadelo. Demetrius olhou atento ao redor, nunca deixando de perder Stella de vista. Quando as duas passaram pela porta principal e adentraram a casa, Stella em seguida da amiga, ele bateu o olho em um homem. Ele tinha boa aparência, estava encostado no batente da segunda porta que se via, seus olhos negros como jabuticabas estavam fixos em Stella, tão discretos que ela nem percebera. Usava uma roupa toda preta e tinha um porte físico e uma altura de dar inveja. Se não fosse um pouco gay, Demetrius diria que o cara era muito bonito. Demetrius teve certeza, esse era o seu inimigo. Seus olhos profundos mostravam todas as almas sofridas que ele carregava com orgulho dentro de si. Ódio, dor, era isso que aqueles olhos produziam, mas tudo isso estava camuflado em uma imagem ilusória.

Demetrius não pensou duas vezes. Guardou suas asas e voltou à forma humana. Teria que se infiltrar na festa e ser discreto, para que Stella não o visse. Esperando um grupo de pessoas que atravessavam a rua pra entrarem, ele os seguiu e entrou junto com os desconhecidos.

A casa era grande e ele já tinha perdido Stella e a amiga de vista. Mas não o demônio. Ele estava no mesmo lugar, sereno e quieto demais. Um sorriso convidativo e discreto pousava em seus lábios.  Demetrius estava tão distraído o observando quando foi esbarrado por alguém. Um homem, cujo os olhos vermelhos não lhe eram estranhos.

– Oh se não é o anjo caído! – o homem disse com um sorriso

-Por favor, fale mais baixo infeliz! – respondeu Demetrius

Era Adrian, um anjo caído com cabelos cor de fogo que amava sua vida desregrada, adorava a forma como vivia e não queria voltar para o jardim.

-Nunca pensei que fosse encontrá-lo em uma festinha Demtrius. Resolveu desistir de voltar? – Adrian disse

A sua soava mais como um desafio e seu sorriso sínico, fazia com que Demetrius sentisse vontade de esmurrá-lo

-Não seja ridículo Adrian. Está sozinho?

Não falava com Adrian fazia um tempo, um longo tempo. Não sabia se ele era só um bastardo retardado querendo curtir sua necessidade ou se ele, como outros, estava do lado dos demônios e queriam destruir o Jardim.

-Sim, estou só. Já viu quem esta aqui? – Adrian disse fazendo um toque com a cabeça em direção ao demônio – Esses bastardos quase me mataram um dia desses. Não respeitam nem mais o acordo de apaziguamento.

O acordo se resumia a eles não matarem os anjos caídos, independente de qual lado estavam. Mas, agora com Stella, não sabia como estavam as coisas entre os anjos caídos e os demônios.

Tomando ciência que Adrian não estava junto com o demônio, Demetrius deixou-o praticamente falando sozinho e foi atrás de Stella.

Demetrius viu que o demônio não estava mais onde estava antes e temeu por Stella. Nenhum dos dois a vista. Ele ouviu uma aglomeração nos fundos da casa. Pessoas gritando, rindo, cantando. Ele foi até lá para ver se os via.

Para a surpresa de Demetrius, Stella e sua amiga estavam em pé em uma mesa, assim como duas meninas em outra mesa próxima, dançando e bebendo. Quem era aquela pessoa? O que fizeram com a sua Stella? Então, Demetrius se deu conta que foi ele mesmo quem fez isso a ela. Ele mesmo que a deixou daquela maneira, depois de ter lhe prometido mundos e fundos.

Com os olhos tristes ele olhava para ela. Estava completamente fora de si, rindo, gritando. Enquanto rapazes ficavam ao redor das mesas contemplando-as.

Quando Demetrius reparou os olhares cobiçosos dos filhos da mãe, sentiu uma tremenda vontade de abrir suas asas e com toda força, arrastar todos esses bastardos até a China! Seus olhos queimavam de raiva. A ira o possuía e sem perceber, com passos vagarosos, foi chegando mais perto do local.  Até que seus olhos se encontraram com os de Stella.

 

Stella estava um pouco atordoada, conseguiu beber em menos de 15 minutos, tudo o que não bebeu na vida. Estava adorando a liberdade e estava adorando ser olhada com desejo por outros homens. Até que viu Demetrius. A expressão em seu rosto era de ódio, o que fez Stella ter a mesma recepção. O que ele estava fazendo lá? Estava a seguindo? Que direito ele tinha, depois de ter rompido com ela?

Stella ficou furiosa quando ele vinha em sua direção. Ele chegou perto da mesa olhando para cima, em seus olhos.

-Desce. Daí. Agora – ele disse

Stella riu desdenhada, que afronte!

– Não seja ridículo Demetrius!

Ele tentou segurar sua mão, mas ela desviou. Ouviu seu nome. Atrás dela, havia um homem. Um homem lindo que a estava chamando.

-Desce daí, eu ajudo você. – ele disse estendendo a mão

Andressa, que estava ao seu lado, não entendo nada, virou para Stella.

-Vai amiga! Aproveita ele é um gato!

Stella olhou para o rosto perfeito do homem e depois para o rosto zangado de Demetrius. Ele merecia isso, merecia que ela virasse as costas e fosse com aquele homem.

-Pelo amor de Deus, não vá com ele. Me escuta! –disse Demetrius com a voz um pouco desesperada

Ora essa, queria lhe dar ordens. A raiva cresceu em Stella, e sem pensar duas vezes, ela aceitou a mão do desconhecido. Ele a ajudou descer e sem olhar para trás, Stella correu enquanto ele a acompanhava.

-Me tira daqui, rápido! – ela disse ao lindo estranho

-Com toda certeza – ele respondeu com uma voz rouca que lhe deu arrepios.

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Eclipse Lunar

18 de junho de 2011 § Deixe um comentário

Não sei o quanto de vocês tiveram a oportunidade de presenciar esse momento. Eu, como estava fazendo minha caminhada noturna de todos os dias, pude comtemplar o Eclipse Lunar deste último dia 15.

Pra quem não sabe, o eclipse acontece quando a lua esta cheia, já que é nesse período que a Terra está posicionada entre o sol e a lua.

Em sua plena magnitude, a noite nos proporcionou um momento magnífico e impressionante vindo da natureza.

 

A Garota da Capa Vermelha

1 de junho de 2011 § Deixe um comentário

Há algum tempo, antes de sair nos cinemas o filme “A garota da capa vermelha”, eu comentei que queria muito assisti-lo. Pois bem, demorou mas chegou a minha vez.

Como disse no último post, por algumas razões a minha vida, tanto diurna como noturna, está se resumindo a ver filmes. E ontem, eu finalmente consegui assisti em casa este filme!

Agora sim, posso falar alguma coisa e dar uma opinião sobre ele. 

Com direção de Catherine Hardwicke, a mesma diretora de ‘Crepúsculo’, há muitas semelhanças com ele. Primeiramente a forma como os personagens agem, como o casal principal. Segundo, os lugares, paisagens, tudo muito parecido, o modo como as cenas são como flashes, passando rápidas, só com lances. Mas, na minha opinião, é mais adulto.

Eu adorei de verdade! O romance, o que eles fizeram pra ser realmente a ‘Chapeuzinho Vermelho’, a capa, a vovózinha, a cesta,  como ele te prende até você ficar pensando que até o padre pode ser o lobisomem. Enfim, tem bastante aventura, romance, paixão e a maldição!

Em ‘A Garota da Capa Vermelha’, Amanda Seyfried é Valerie, uma bela garota ligada a dois homens. Está apaixonada pelo melancólico forasteiro Peter, porém seus pais a prometeram em casamento ao rico Henry. Inconformados com a situação, Valerie e Peter planejam fugir, até que tomam conhecimento de que a irmã mais velha de Valerie foi morta pelo lobisomem que vaga pela escura floresta que rodeia o vilarejo onde moram.

Ao longo de anos, as pessoas mantiveram uma difícil trégua com a fera, oferecendo-lhe mensalmente um animal em sacrifício. Mas sob uma lua cor de sangue, o lobisomem desrespeita o acordo, tirando uma vida humana. Sedenta de vingança, a população recorre a um famoso caçador de lobisomens, o padre Solomon, com a intenção de matar o monstro. Ocorre que a chegada de Solomon provoca conseqüências inesperadas, pois ele alerta que o lobisomem assume forma humana durante o dia, podendo ser qualquer um deles.

O número de mortes cresce a cada lua, e Valerie começa a desconfiar que o lobisomem pode ser alguém que ela ama. O pânico toma conta de todos e ela descobre que tem uma ligação singular com o monstro – que os une inexoravelmente, tornando-a ao mesmo tempo suspeita…e isca.

 

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